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Ohhmaeee...

Eu, nós, eles, e o mundo à nossa volta.

Ohhmaeee...

Eu, nós, eles, e o mundo à nossa volta.

31
Mar22

Bateria no mínimo!

Mãede2

Conhecem aquela sensação de estar em piloto automático, sabem que estão em pé mas sentem o corpo a deambular, a massa cinzenta a chocalhar e as pálpebras a pesar?

Pois é como me sinto ultimamente. Forço o sorriso ao cliente e a mente para me manter equilibrada. Pergunto-me como me aguento em pé! Pestanejo o mínimo possível, acreditando que os olhos têm vontade própria e forçam o seu fechar. Se o permitir sei que apago de vez...

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25
Mar22

Sobre a guerra na Ucrânia

Mãede2

"OSCE vai averiguar existência de crimes de guerra e contra a humanidade".

"Têm o poder, mas parecem estar a perder a humanidade". 

"Putin já ultrapassou a linha vermelha em barbárie."

Tenho-me abstido de escrever aqui sobre o conflito que atualmente se vive na Europa. Tenho evitado ver televisão, há imagens que vemos e nunca mais nos saem da cabeça (como a que referi neste post), e tudo o que conseguimos imaginar é: e se fossem os nossos filhos... Vou-me mantendo a par, claro, mas prefiro ler e todos os dias vejo o meu feed de notícias, cujas sugestões de artigos já são na sua maioria sobre o mesmo assunto. 

Depois da prova de falta de humanidade mostrada nos ataques às maternidades e depois de ler estes últimos cabeçalhos, não consigo mais manter isto cá dentro! Este sentimento de medo, angústia, impotência sobre algo que muito dificilmente qualquer um de nós imaginava vir um dia assistir: uma (possível) 3a Guerra Mundial. 

Recordo-me de ouvir na altura em que surgiu a COVID de que seria possívelmente essa uma III Guerra iniciada não se sabe ainda por quem, ou como. No entanto vemos agora que o mundo estava apenas a viver o início de uma catástrofe que traria, ainda antes desta ter sequer desaparecido por completo, uma nova doença. A doença do poder, do querer mais que o outro e não olhar a meios para atingir os seus fins! Retirando ao próprio povo o direito da liberdade de expressão e de escolha.

Estamos neste momento a assistir ao resultado de uma mente completamente doente, sem filtros, um acontecimento que seria hoje em dia impensável.

Nunca imaginei em pleno século XXI ter de explicar aos meus filhos o que é uma guerra (no verdadeiro sentido da palavra) por poderes políticos, quanto mais que estão neste momento milhares de pessoas a vivê-la. 

Como explicamos a uma criança algo em que ou se mata ou se morre pois assim lhes é ordenado, ainda que não se esteja de acordo -porque há que compreender que muito do exército subordinado está ali contra a sua vontade e sujeitos a sanções caso se recusem ingressar no exército, ou mesmo o próprio povo russo do qual muitos têm entre si famíliares ucranianos (e vice versa), impedido de se manifestar livremente contra, não podendo ter opinião própria e muitos outros ainda sendo iludidos pelas ditas propagandas enganosas divulgadas pelo Kremlin, fazendo-os duvidar das próprias famílias. 

Como se explica que aqueles homens matam-se uns aos outros porque sim, porque não têm outra alternativa de poder sobreviver, porque uma mente alucinada assim o quis?! Alguém que ameaça veemente uma organização Mundial caso a Ucrânia se junte à NATO, não pode ser mais do que alguém completamente alienado deste mundo!

Há cerca de 2 anos tivemos que lhes explicar um dos momentos mais horríveis da história da humanidade com o aparecimento de um novo vírus que matou milhares de pessoas em todo o mundo. Uma crise mundial, algo que muitos tinham apenas lido ou ouvido da boca dos mais velhos. Teremos agora que lhes mostrar que, infelizmente, não são apenas as doenças virais que matam, mas também a doença mental. Pois não pode haver outra explicação plausível para o momento em que este homem tomou a decisão de iniciar este genocídio!

Dificilmente conseguiremos sequer imaginar o sentimento que envolve esta nação que é obrigada a fugir da sua terra para se poder proteger a si e às suas famílias, assim como já aconteceu com muitas outras em outras guerras semelhantes a esta! Ainda que um dia regressem ao seu país, estes milhares de pessoas que se encontram neste momento a refugiar-se nos países que os aceitem, muitos sem sequer saber falar outra língua senão a sua, nunca mais encontrarão o que deixaram para trás. Terão de reconstruir tudo, casas, escolas... Terão de reconstruir as suas vidas a partir do zero!

Infelizmente muito pouco podemos fazer pelos que mais sofrem no meio de tudo isto, sem ter sequer desejado ou sonhado ser possivel, senão ajudar no que nos for possível e desejar que tudo fique bem rapidamente! E a quem lhes estende a mão, mostrando-lhes sobretudo algum resquicio de humanidade, um: Bem Hajam!

 

19
Mar22

Feliz dia do Pai!

Mãede2

Este dia tem sempre para mim um sabor um pouco agridoce.

Há quase 28 anos, fiquei sem o melhor pai do mundo, o meu. O nosso pai é e será sempre o melhor pai de todos!

Tenho poucas memórias de infância, mas recordo-me dele sempre a sorrir, a brincar, a fazer a festa sozinho! 

Recordo-me de ter um pai carinhoso, brincalhão, presente.

Mas não deixa de ser também um dia feliz. Um dia para relembrar e comemorar o maravilhoso pai que dei aos meus filhos, o melhor pai que poderia ter imaginado! Brincalhão,  carinhoso, cuidadoso, protetor, às vezes um pouco pai galinha até! O melhor pai que se pode querer para os nossos filhos!

Juntamente com este ainda ganhei eu um super pai de coração, que me tem tratado como sua filha desde sempre! 

É, por isso, simultaneamente um dia triste e e um dia feliz. Perdi um, ainda que saiba que estará sempre comigo, e, para tapar um pouco este buraquinho, consegui ter outros dois❤️

 

08
Mar22

Daqueles dias...

Mãede2

Hoje é um daqueles dias em que a doença se está a apoderar da minha parte mental. Preciso fazer um esforço para não gritar bem alto!

Estou literalmente enervada, o meu sistema nervoso está no limite. Um simples bater, um pequeno ruído... E quando digo literalmente falo no verdadeiro sentido da palavra em que sinto esses ruídos, esses barulhos infiltrarem-se nos meus nervos e espalharem-se por todo o corpo, duma ponta a outra. É uma sensação indescritível e de verdadeira agonia. Nem sempre são as dores que me deixam em baixo. Por vezes bastam os sons à minha volta. (Sim, os sons. Não, não sou maluca, mas muito facilmente poderei vir a ficar)

A única vontade que tenho é de chorar. De morder os meus próprios membros para me distrair da aflição. Cerro os dentes, fecho os olhos e digo para mim mesma que já vai passar.

Tenho noção de que ninguém, ou muito pouca gente, me compreende pois não conheço ninguém com o mesmo problema. Por isso guardo, suporto. É só mais um dia igual a tantos outros...

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