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Ohhmaeee...

Eu, nós, eles, e o mundo à nossa volta.

Ohhmaeee...

Eu, nós, eles, e o mundo à nossa volta.

31
Mai22

Notícias que chocam!

Mãede2

Serei apenas eu a sentir isto ou o mundo passou-se?! Como é possível continuar a ler notícias destas? Não consigo sequer falar sobre... Cada vez que abro o feed de notícias aperta-me o coração com as coisas monstruosas que encontro! 

Talvez seja eu que sou demasiado sensível (e isso já me leva para outro assunto que hei-de também falar), mas acreditem ou não, fico com o estômago apertado e com vontade de vomitar e a cabeça à roda. É o que sinto quando leio que.. não consigo escrever! É tão grotesco que não consigo repetir o que li. Desculpem...

Poderão ler a mesma aqui...

Isto para dizer que um dia hei-de mesmo deixar de ler definitivamente as notícias.

 

 

 

 

30
Mai22

🤬

Mãede2

Hoje é um daqueles dias em que só me apetece gritar asneiras!!

Desculpem mas é a única maneira que encontro de conseguir expressar a sensação horrível que tenho pelo corpo!

Quero chorar, gritar e repetir uma lista enorme de asneiradas!!!

Só queria conseguir descrever o que sinto porque sinto ser ainda pior o facto de não me conseguir explicar sem ser de uma maneira que não seja o repetir que a vontade que tenho é de bater com a cabeça na parede para parar de sentir como me sinto!

Pronto. É isto.

17
Mai22

Voar daqui para fora!

Mãede2

Já há algum tempo que me sinto completamente desconectada com o mundo à minha volta. Que sinto a ansiedade tomar conta de mim. 

Estou num emprego de atendimento ao público e cheguei a uma fase em que começo a não conseguir evitar a impaciência e o sentir-me numa encruzilhada sem saída a cada pessoa que entra na loja.

Nunca pensei chegar a este ponto de me sentir retraída e com vontade de fugir às pessoas. Comecei muito cedo no atendimento ao público e sempre gostei de estar com pessoas, de servir, de prestar um serviço de qualidade e de fazer sempre o meu melhor para que o cliente vá e volte satisfeito. Cheguei no entanto a um estado em que já não consigo dar esse melhor. Sinto-me constantemente cansada e sem vontade de falar com as pessoas, o que neste tipo de trabalho é algo (praticamente) imprescindível.

Não ajudando, juntam-se a isso as dores e o desconforto ultimamente constante provocado pelo frio, calor e até os simples e inevitáveis sons ambientes. Estes causam-me uma espécie de choques e vibrações que se espalham pelos vários nervos do corpo, causando dor, irritação, uma vontade enorme de chorar e de gritar! Uma sensação extremamente difícil de explicar! 

Tudo isto junto faz-me querer fugir, ou mesmo nem sair sequer de casa😞

(Podes ler mais sobre ansiedade aqui)

12
Mai22

Dia Mundial da Fibromialgia

Mãede2

Os desafios de uma doença invisível!

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Faz este ano 5 anos que me foi diagnosticada a condição que trouxe por fim algumas respostas para muitos acontecimentos e dores do passado. 

Poderia não ter noção ou conhecimento da mesma, mas muita coisa que vivi ao longo da minha infância até à idade adulta começaram a fazer algum sentido. Desde o desmaiar durante as vacinas, ao tirar sangue, ou após sofrer qualquer dor por um corte ou entorse, ou as imensas, constantes e injustificadas dores ou ainda o cansaço demasiadamente persistente. São apenas alguns dos sintomas que fui conhecendo, que com o tempo foram mudando e muitos piorando. Tudo isto resume muita coisa por que passei e que senti desde sempre mas que na altura apesar de se prolongar por demasiado tempo fui, infelizmente, deixando desenrolar-se.

Esse dia, embora tenha sido extremamente doloroso, trouxe-me luz a muita coisa e fez-me compreender melhor a mim mesma. Apesar de tudo é bom haver hoje em dia informação que possa dar a terceiros alguma noção, apesar de muito dificilmente ser entendida, do que se passa connosco.🙏

#O que é a fibromialgia#

 

04
Mai22

Em crise...

Mãede2

Quando estou em períodos de crise é complicado enumerar a quantidade e a diferença das várias sensações desagradáveis sentidas frequentemente. Penso que ainda que juntasse todos os textos que escrevi sobre o assunto, não chegariam para perfazer uma lista completa. Posso até estar constantemente a repetir-me. No entanto, à medida que o tempo passa os sintomas vão mudando e aumentando...

Uma simples brisa é capaz de despoletar um arrepio de dor. Dói toda e qualquer articulação, todos os músculos, todos os membros. Dói dobrar os dedos, dói dobrar o braço, dói pousar os cotovelos, dói segurar algo na mão, dói uma simples pancadinha, dói mexer as pálpebras... Sim, também acontece. O abrir e fechar de olhos é muitas vezes acompanhado de uma pontada dentro do olho. Respirar é acompanhado de pancadas nas costas. Dói, dói, dói...

Dói em todas as partes do corpo e é impensável sequer encostar qualquer parte do corpo a seja o que for. Por vezes um anel, uma pulseira, um relógio tornam-se insuportáveis. Ou porque fazem uma ligeira pressão, ou porque o material é demasiado frio, o que pode parecer algo disparatado, mas que chega a causar dor.

Se pudesse enrrolava o corpo numa bola de algodão para poder repelir toda e qualquer sensação!

Quer-se chorar, quer-se gritar, mas não se pode porque se está rodeado de outras pessoas, pessoas que não entendem o que não conseguem ver... 

Por vezes mais do que a dor em si, existem outros sintomas que me deixam completamente frustrada e com vontade de me enfiar num buraco debaixo da terra.

Como posso descrever a sensação horrível de ter o corpo a queimar, ou dormente, ou a ser pisado e picado em toda a parte? Não se consegue caracterizar corretamente, as palavras nunca parecem ser as mais indicadas! O sistema nervoso parece reagir constantemente a estímulos para ele entendidos como dolorosos.

E há ainda o "Fibro Fog", sabem o que é? Pois é nada mais nada menos do que a neblina e névoa em que sinto muitas vezes o cérebro. Falta de memória, desorientação, desconcentração e confusão mental em que muitas e demasiadas vezes me encontro. De repente não consigo fazer-me entender, é como se o cérebro ficasse oco. Custa pensar e às vezes parece que não sei falar, as palavras baralham-se. A minha capacidade cognitiva, a capacidade de discernimento, de me fazer entender, expressar, falar e pensar, de repente parece recuar aos primeiros anos de vida.

Tudo isto cria uma ansiedade que me vai comendo por dentro, uma ansiedade que não deixa respirar, que faz doer, que empurra o peito com a força de um tanque. 

É difícil explicar o desconforto permanente. O desconforto que sinto dentro do meu próprio corpo. Pagaria o que fosse preciso pela possibilidade de trocar por outro.

 

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